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18 janeiro 2019

 

A Eletrobras abrirá no fim de janeiro uma nova fase de seu programa de desligamento de funcionários, tendo como público-alvo empregados da área administrativa da elétrica, disse à Reuters o presidente da estatal, Wilson Ferreira Jr.

 

A nova etapa do Programa de Demissão Consensual (PDC) está marcada para começar na semana que vem e deve ficar aberta por cerca de um mês.

 

"A saída será consensual e ficará aberto por um mês", disse o executivo, que ressaltou que a implementação de um sistema de gestão (SAP) e de um Centro de Serviços Compartilhados (CSC) para as empresas do grupo permitirá a saída de funcionários sem prejudicar o desempenho da companhia.

 

O processo de enxugamento do quadro de funcionários começou com a chegada do executivo, que implementou novas práticas, sistemas e ainda conseguiu viabilizar a venda de 6 distribuidoras deficitárias ligadas à Eletrobras.

 

"Falta algo entre 1.500 e 2.000 (funcionários) para (a empresa) ficar eficiente", acrescentou Ferreira.

 

O Plano Diretor da empresa, anunciado em dezembro, já previa a realização do plano de demissão consensual, visando a saída de 2.187 empregados. A empresa estimava que a iniciativa deve gerar uma economia de R$ 574 milhões ao ano, a um custo de cerca de R$ 731 milhões.

 

O objetivo é que a Eletrobras chegue ainda em 2019 a cerca de 14,5 mil funcionários, ante cerca de 26 mil em 2016. A redução de custo prevista com o enxugamento dos quadros é de 43 por cento ao passar de 6,5 bilhões para 3,75 bilhões de reais, segundo ele.

 

Ferreira, que foi indicado para o comando da empresa pelo ex-presidente Temer, em 2016, foi mantido no cargo pelo governo Bolsonaro, com a missão de comandar um processo de capitalização da companhia por meio da emissão de novas ações (Fonte: G1).