NOTÍCIA VOLTAR

27 janeiro 2016

Número ainda reflete a menor base de comparação com os dados de 2014 quando assumiu as empresas do Grupo Rede 


A energia total comercializada pelo grupo Energisa aumentou 19,8% em 2015 quando comparados os volumes de 2014. Nesse mesmo período, a receita operacional líquida da companhia avançou 29%, para R$ 9,583 bilhões. Esses aumentos expressivos são explicados pela própria empresa como o resultado de uma base menor de comparação no ano anterior, já que as vendas de energia das empresas do Grupo Rede passaram a ser contabilizadas a partir de 11 de abril.

 

As vendas cativas de energia alcançaram 25.384 GWh, um aumento de 22,7% ante o mesmo período do ano passado. Dentre os diferentes segmentos de consumo o residencial aumentou em 25,4%, o comercial em 26,5% e o industrial apresentou demanda 9,7% maior. O consumo do setor rural disparou 27,1%. Por sua vez, o fornecimento de energia no mercado livre recuou 19%, para 2.067 GWh em todo o ano de 2015.

 

Das 13 distribuidoras controladas pela Energisa, a que apresentou maior crescimento proporcional foi a Energisa Tocantins, ex-Celtins, com avanço de 8,3% no total de energia comercializada. A maior distribuidora em termos de volume de energia é a Energisa Mato Grosso, ex-Cemat, que apresentou aumento de 4,7% e encerrou o ano passado com a comercialização total de 8.537 GWh. À exceção das concessionárias no Mato Grosso do Sul, a Bragantina, Nova Friburgo e a Força e Luz do Oeste, todas apresentaram crescimento.

 

Considerando apenas o mercado cativo os desempenhos são mais tímidos com o avanço em Mato Grosso (3,1%), Mato Grosso do Sul 0,7%), Sergipe (2%), Tocantins (6,6%) e Minas Gerais (0,9%).

 

Somente no mês de dezembro o volume de energia total comercializado ficou 4,3% maior do que no ano de 2014. Segundo o boletim de relações com investidores que a empresa divulga mensalmente, as vendas para consumidores cativos e transporte de energia para o ACL recuaram 1,9% ante o mesmo período do ano anterior, sendo que a queda do cativo foi de 0,2% e do livre ficou em 18,3%. As vendas de energia para concessionárias foram 162,3% mais elevadas.

 

Fonte: Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Operação e Manutenção