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12 abril 2014

Dívida da empresa é de R$ 570 milhões

Permanece a dívida de R$ 570 milhões da Companhia de Energia Elétrica do Tocantins (Celtins), conforme afirmou ontem, em entrevista ao Jornal do Tocantins, o interventor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na concessionária, Issac Averbuch. Sem precisar o valor da dívida, quando assumiu a gestão da empresa na ocasião da intervenção, em agosto de 2012, Averbuch se limitou a dizer que o saldo “continua na mesma ordem”. O controle da concessionária será transferido para a Energisa na próxima segunda-feira.

 

A intervenção da Aneel nas concessionárias do Grupo Rede durou um ano e sete meses. A agência justificou a intervenção alegando que o endividamento das distribuidoras do Grupo Rede Energia colocava em risco a prestação adequada dos serviços de distribuição de energia elétrica. “Com a medida, conseguimos evitar o agravamento da situação financeira da Celtins. Mas a dívida continua mais ou menos do mesmo tamanho”, disse Averbuch.

 

Segundo ele, as dívidas da empresa são com financiamentos, encargos, com a Eletrobrás, multas da Aneel e impostos. “Claro que nem tudo isso está atrasado. Como, por exemplo, os impostos. Eles estão todos em dia, nós conseguimos negociar com o Fisco, foram parcelados e estão sendo pagos. Mas, continuam sendo uma dívida”, enfatizou Averbuch. O interventor esclareceu ainda, que enquanto estava sob intervenção, a companhia não tinha condições de obter crédito junto à instituições financeiras, mas que com a nova administração isso será possível.

 

“Tivemos que reduzir gastos, por exemplo, fizemos a transferência da estrutura que havia em São Paulo para cá. Negociamos com credores, o que evitou que a situação dos encargos se agravasse”, explicou o interventor. Com os bancos, o Averbuch informou que conseguiu postergar as dívidas.

 

Sobre o questionamento do seu salário, no valor de R$ 41 mil, o interventor colocou que a ação está na Justiça e ela que deve se pronunciar em relação ao assunto. “Esse é um questionamento descabido. Porque o salário está previsto na legislação”, defendeu Averbuch. Ele comentou ainda, que o processo de transferência da empresa para a Energisa já foi decretado pela Aneel e que agora acontecerá uma assembleia com os acionistas, na próxima segunda-feira. “Eles irão definir a nova diretoria e a posse da nova administração”, finalizou Averbuch.

 

Fonte: Jornal do Tocantins