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17 setembro 2012

Sindicatos do setor elétrico descontentes com MP 579

Em notas divulgadas ao público,  entidades sindicais que representam os trabalhadores do setor elétrico  demonstraram descontentamento e preocupação com os impactos da Medida  Provisória 579 - que trata da renovação das concessões de usinas, linhas de transmissão e empresas de distribuição que venceriam entre 2015 e  2017.


Na opinião da Federação Nacional dos  Urbanitários (FNU), as medidas apresentadas não contemplaram, por  exemplo, o fim da terceirização de atividades acessórias aos serviços  prestados pelas concessionárias de energia. Nem garantem que haverá mais investimentos no setor.


Além disso, para a FNU, a redução média de 16,2% na tarifa de energia para o consumidor residencial é  frustrante frente aos descontos de até 28% para a indústria. "Quem mais  deveria ser beneficiada é a população que paga tarifas exorbitantes e  não o empresariado. Portanto, não concordamos com essa escolha do  governo em dar privilégios à indústria e esquecer quem realmente  necessita da energia para manter sua dignidade".


Na visão do Sinergia-Bahia, as medidas  apresentadas para baixar a conta de luz, com corte na remuneração dos  ativos das concessionárias, "pode destruir as empresas de energia do  País, como a Chesf, que atende ao nordeste brasileiro".


"Com essa redução na receita da Chesf,  como a empresa sustentará os gastos que tem hoje? Como ficará a folha  salarial da companhia? Será necessário diminuir o quadro da empresa para se adequar aos novos níveis de receita?", pergunta o sindicato.


Como consequência, o Sinergia ainda  teme que haja cortes e demissões na estatal. A entidade, inclusive,  promete lançar a campanha "Viva Chesf 2" para tratar do tema. "Não vamos deixar que esse pacote siga em frente, vamos nos unir mais uma vez em  defesa da Chesf e alertar a sociedade sobre as consequências da redução  de tarifas de energia elétrica", avisa o sindicato.


A categoria diz que a presidente Dilma  Rousseff “tomou uma atitude positiva ao renovar as concessões, evitando  mais incertezas no setor elétrico”. Mas, segundo Alberto dos Reis,  presidente do sindicato, "o trabalhador eletricitário não pode arcar com consequências" da redução das tarifas.


Fonte: Jornal da Energia