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13 setembro 2012

Celpa respira por aparelhos, diz administrador judicial

A atual administração da distribuidora de energia elétrica Celpa, que está em recuperação judicial, tem a expectativa de que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) delibere nesta quinta-feira (13/09), durante reunião de diretoria, o plano de transição apresentado pela Equatorial Energia para fechar a aquisiçao da concessionária. Mas o diretor responsável pelo caso na agência, Romeu Rufino, diz que o documento deve ser apreciado "nas próximas semanas", com a possibilidade de discussão na próxima terça (18).


A proposta da Equatorial para a aquisição da distribuidora paraense é de apenas R$1. A compradora, porém, se comprometerá a aportar até R$700 milhões na concessionária, que é responsável pelo fornecimento no Pará e pertence hoje ao Grupo Rede. O assunto já foi retirado por duas vezes da pauta da Aneel a pedido da própria Equatorial Energia, que teria declarado “ter alguns pontos a serem superados”.


Segundo o administrador judicial da Celpa, Mauro Santos, a empresa está em uma sobrevida, “respirando com aparelhos”. O advogado pretende se reunir nesta quarta (12) com a agência reguladora e pedirá a inclusão do plano de transição na pauta da reunião de diretoria desta quinta (13). 


Um ponto a ser superado pela Equatorial é a sugestão de que a Eletrobras - que detém participação acionária na companhia de quase 34% - realize um aporte complementar. Como sócia, a estatal poderá fazer um novo aporte ou integralizar a dívida, mas o governo tem barrado um aporte extra.


Santos ressaltou para a reportagem que desde 27 de julho não há mais exclusividade da Equatorial na aquisição e disse que agora “a bola está com a Aneel”. Mas, se o plano não for aprovado, o assunto embola novamente. 


Em caso de desistência da Equatorial, o nome de um novo investidor precisará passar por aprovação pela Assembleia de Credores da Celpa. Mas, para Santos, partir em busca de outro investidor não seria um bom negócio neste momento, mesmo com a holding J&F, controladora da JBS, tendo manifestado interesse. "Não consigo compreender qualquer outra alternativa que não seja essa. Senão vai sair mais caro para todo mundo, inclusive para a União. Não é uma coisa razoável”, afirmou.

 

Fonte: Jornal da Energia