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26 julho 2012

Sindicato vê fim de greve na Eletrobras

Após uma tensa reunião que durou cerca de 12 horas, terminando somente após as dez da noite desta quarta-feira (25/7), a cúpula da Eletrobras chegou a um acordo com os sindicalistas que pode pôr fim à paralisação dos trabalhadores, que já dura nove dias.


“Foi uma negociação difícil, pois a empresa estava irredutível”, conta o presidente da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Franklin Moreira, que conversou com o Jornal da Energia. O representante dos funcionários diz que a cada rodada de diálogos o encontro tinha que ser paralisado para que a empresa submetesse as informações sobre a negociação ao governo.


O pedido da categoria era por um reajuste de 10,73%, mas o acordo fechado até o momento prevê os 5,1% de reposição inflacionária já oferecidos anteriormente pela Eletrobras mais 1,5% de ganhos reais. O valor será retroativo a maio e, por isso, os trabalhadores ganharão também quatro cartelas de tíquetes de benefícios em agosto.


Além isso, a FNU conseguiu a formação de duas comissões, uma para discussão plano de saúde para os aposentados e outra para acompanhamento de como será o impacto da renovação das concessões no desempenho da companhia.


“Mas as demais questões ainda serão discutidas na data base da categoria”, comenta Moreira, ao lembrar que ainda nesta quinta serão realizadas assembleias para submeter a proposta para a aprovação dos colaboradores da empresa. Com isso, as atividades nas áreas paradas podem ser retomadas na sexta e no sábado.


A greve da Eletrobras mobilizou parte do governo federal, chegando o comendo de greve a conversar com a Secretaria-Geral da Presidência e a cúpula dos ministérios da Minas e Energia. No entender da FNU, essas áreas e a própria Eletrobras se mostravam mais flexíveis, enquanto o Ministério do Planejamento travava o diálogo.


"A recomendação do Coletivo Nacional dos Eletricitários é pela sua aprovação em todas as assembleias que serão realizadas quinta (26) e sexta (27). O CNE entende que ela é fruto de muita luta e unidade", comentam os sindicalistas, em boletim informado ao público.


Fonte: Fabíola Binas/Jornal da Energia